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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010








soneto 11








o amor é fogo q não se pode ver,




é ferida q doi e não se sente;



é um contentamento q não se sente,



é dor que destina sem doer.






é um não quere mais q bem querer;



é um andar solitario entre a gente;


é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.


é querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;
é com quem nos mata lealdade.
mas como causar pede seu favor
nos corassoes humanos amisades,
se tão contrario a si é o mesmo amor?
















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